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Quinto Caso - Por Raine Silva.

Durante o ano passado fiquei responsável pelo reforço escolar de Sara, filha de uma amiga, e não tinha grandes problemas ao ajudá-la, uma menina com grande iniciativa, participativa, muito esperta. Observando o histórico de Sara pude ver que ela sempre tirou notas muito boas, mesmo antes do reforço, mas notei que uma situação em particular lhe chateava a ponto de não conseguir se concentrar muitas vezes na explicação: o exagero de uma certa familiar. Resolvíamos as lições, revisávamos um pouco os assuntos e depois fazíamos uma pausa para o lanche, só que muitas vezes os assuntos eram poucos, ou ela os resolvia com muita facilidade, como era na maior parte dos casos. Nos dias em que acabávamos mais cedo eu mesma bolava algumas tarefas extras para ela, só que em alguns dias eu percebia que já estava cansada, e lá estava a parente ao pé do ouvido da menina pedindo mais exercícios, era quase como se ela simplesmente não conseguisse ver Sara descansando. Eu observava que isso deixava a meni...

Quarto Caso - Por Diego dos Santos.

 Este critical incident  que relatarei aqui aconteceu no meu último ano de ensino médio (2018). Parte da classe estava muito ansiosa para saber quem iria ministrar as aulas de Inglês. Tínhamos muitas esperanças de que fosse a professora que ficou encarregada das outras três outras salas de terceiro ano, ou até a professora que nos ensinou no primeiro e segundo ano, a qual gostávamos muito dela e de suas aulas. Infelizmente não tivemos a oportunidade de termos nenhuma das duas como professora naquele ano. Quem ficou responsável por nos dar aula de Inglês foi uma professora que já tinha trabalhado conosco no nosso primeiro ano no colégio. Na primeira aula já percebemos que ela não tinha mudado, ela não gostava de estar ali dando aula, não tinha paciência nem gosto pelo que fazia. Neste primeiro encontro ela já exclamou que não estava ali para traduzir nada para aluno nenhum e que se alguém a perguntasse ela não responderia, com tom um bem grosseiro. Com passar das primeiras aula...

Terceiro Caso - Por Natali de Jesus

 Meu critical incident provém de um acontecimento gerado em meados de 2020, quando dava aulas de reforço para alunos de terceiro e segundo ano do fundamental de ensino público. Estávamos em um período aonde as escolas estavam fechadas, devido ao covid, o aprendizado era feito on-line com a ferramenta WhatsApp mensager. Tudo era muito novo, e sentia que aquilo impactava diretamente no foco e atenção das crianças. As aulas eram pré gravadas, normalmente duravam em torno de 3 a 5 minutos, então ao chegar ao local combinado, acompanhava junto com os alunos e logo após aplicava reforço nas atividades. Quando disse anteriormente que tudo era muito novo, talvez para as crianças aquele modelo não era levado com seriedade, pois se distanciava demais do ensino em sala de aula. Talvez eu como tutora adulta, qual entendia melhor o contexto em caos do mundo aquele momento, fosse mais empática com as crianças. Havia muita leitura de livros didáticos, e as crianças simplesmente não levavam com se...

Segundo Caso. - Por Adamina Moura

 Meu critical incident que contarei hoje provém de um erro que cometi como professora no ano passado. Em 2021 eu dava banca para três crianças, duas das quais eu recebia na minha casa nos horários combinados. A terceira criança era um garoto com menos de 10 anos (vamos chamá-lo de Yuri), e sua mãe alegava não poder trazê-lo até a minha casa devido ao trabalho. Sendo assim, era eu que me deslocava até a casa dele, numa caminhada diária de cerca de 20 a 30 min no total, ganhando um valor bem ínfimo e muitas das vezes não encontrando Yuri presente quando chegava lá. E, quando não era Yuri que havia saído pra andar de cavalo, bicicleta ou brincar com algum amiguinho, era algum livro escolar ou material que estava faltando. Além disso, a avó dele às vezes me pedia pra ajudar a irmãzinha do meu aluno e até mesmo pra fazer uns favores pra ela quando ela (a avó de Yuri, no caso) quebrou o pé, o que não seria um problema se ela fosse minimamente educada e não me tratasse como lixo. Em resu...

Primeiro Caso. - Por Carlos Eduardo.

Trabalho com Educação Infantil e lido com crianças de todas as idades, classes sociais, séries e condição especial ou não. Ajudo no ensino e desenvolvimento de muitas crianças, dentre elas, crianças autistas e/ou TDAH. Uma em especial, é hiperativa (e isso já está sendo trabalhado), teimosa e um pouco esquentada...  Temos uma sala especial para essas crianças, com brinquedos, objetos e atividades sensoriais para o desenvolvimento educacional saudável e de forma divertida. Essa criança em questão, gosta muito de elefantes. Na sala há umas prateleiras altas para que fiquem fora do alcance da meninada. Nessa prateleira colocamos objetos e brinquedos específicos que só são usados em atividades específicas.  Essa criança é muito inteligente e tem uma memória de elefante! É surreal! E qualquer coisa que some daquela sala, ela vai notar, procurar e se não encontrar... "O bicho pega". Nesse fatídico dia, o "filho" do elefante sumiu e ele obviamente percebeu. Ele não nos dis...

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