Quarto Caso - Por Diego dos Santos.
Este critical incident que relatarei aqui aconteceu no meu último ano de ensino médio (2018).
Parte da classe estava muito ansiosa para saber quem iria ministrar as aulas de Inglês. Tínhamos muitas esperanças de que fosse a professora que ficou encarregada das outras três outras salas de terceiro ano, ou até a professora que nos ensinou no primeiro e segundo ano, a qual gostávamos muito dela e de suas aulas. Infelizmente não tivemos a oportunidade de termos nenhuma das duas como professora naquele ano. Quem ficou responsável por nos dar aula de Inglês foi uma professora que já tinha trabalhado conosco no nosso primeiro ano no colégio.
Na primeira aula já percebemos que ela não tinha mudado, ela não gostava de estar ali dando aula, não tinha paciência nem gosto pelo que fazia. Neste primeiro encontro ela já exclamou que não estava ali para traduzir nada para aluno nenhum e que se alguém a perguntasse ela não responderia, com tom um bem grosseiro.
Com passar das primeiras aulas, percebemos que o nível da aula estava muito baixo, estava mais fácil do que as aulas que tivemos no nosso primeiro ano. Pensamos que seria normal, já que estávamos voltando das férias, mas as coisas continuaram assim. Até fomos perguntar à nossa antiga professora se o conteúdo daquela série era tão fácil e rasa como estava sendo. Ela nos disse que era ano de revisão e que depois viria outros assuntos mais complexos.
Seria ótimo se isso realmente estivesse acontecido, mas infelizmente não aconteceu. Tivemos um péssimo ano letivo nesse componente, a professora passou o ano inteiro com assuntos já bem defasados para nós, ela não gostava de estar ali nos ensinado, era como se ela estivesse carregando um fardo. Ela não explicava direito, sempre pedia para um aluno copiar uma atividade no quadro, as correções eram corridas e não muito explicativas, não tem nem o que falar de explicações de conteúdo já que ela falava “Isso vocês já viram no ano passado/retrasado”.
O ponto alto desse ano foi a professora estagiária que fez questão de trabalhar conosco usando diferentes métodos, foi um período que a turma teve uma boa relação com ela e com o componente.
Infelizmente não durou muito e voltamos a ter aula com a professora regente. Nunca esquecerei o que ela fez no último dia de aula dela. Chegou com uma bolsa no braço, entrou na sala e falou “Quem está em recuperação, estude. O resto está liberado”, deu meia volta e foi embora.
Sinto que foi um ano totalmente desperdiçado, era ano que nós estávamos fazendo vestibulares e seria interessante treinarmos mais o idioma, pena que não aconteceu isso na escola, tivemos que fazer isso por nossa conta.
- Diego dos Santos
Já tive professores de inglês que não ensinaram de forma satisfatória por não estarem aptos a ocupar o cargo, mas de longe nunca vivi uma situação tão frustrante assim. É verdade que em muitos casos os alunos não reconhecem a importância da disciplina e não colaboram ou pior, até atrapalham nas aulas, mas ver casos em que os alunos sabem que precisam aprender conteúdos diferentes e avançar porém não contam com um profissional responsável para guiá-los é bem triste. Ainda bem que estamos aprendendo a cada dia sobre como não reproduzir esse tipo de comportamento e sermos professores que refletem sobre seus atos e buscam sempre evoluir; isso me dá esperança de que podemos melhorar as coisas ao nosso redor no futuro, no que se refere ao ambiente da sala de aula.
ResponderExcluir- Adamina Moura