Primeiro Caso. - Por Carlos Eduardo.
Trabalho com Educação Infantil e lido com crianças de todas as idades, classes sociais, séries e condição especial ou não.
Ajudo no ensino e desenvolvimento de muitas crianças, dentre elas, crianças autistas e/ou TDAH.
Uma em especial, é hiperativa (e isso já está sendo trabalhado), teimosa e um pouco esquentada...
Temos uma sala especial para essas crianças, com brinquedos, objetos e atividades sensoriais para o desenvolvimento educacional saudável e de forma divertida.
Essa criança em questão, gosta muito de elefantes.
Na sala há umas prateleiras altas para que fiquem fora do alcance da meninada. Nessa prateleira colocamos objetos e brinquedos específicos que só são usados em atividades específicas.
Essa criança é muito inteligente e tem uma memória de elefante! É surreal! E qualquer coisa que some daquela sala, ela vai notar, procurar e se não encontrar... "O bicho pega".
Nesse fatídico dia, o "filho" do elefante sumiu e ele obviamente percebeu. Ele não nos disse nada, e nem diria.
O bendito filhote estava na prateleira mais alta da sala e ele, muito esperto, arrastou uma mesa (com a força de um elefante) e pegou uma cadeira comum, uma cadeira infantil, um cavalo de brinquedo e uma cadeirinha ainda menor e subiu em cima para tentar "salvar" o elefantinho.
Eu, vendo aquilo, fiquei louco, desesperado! Mas uma coisa importante que deve ser considerada é que crianças autistas não podem ser diretamente contrariadas e nem serem pegas de surpresa ou levar sustos. E claramente meu desespero iria causar uma reação negativa na criança. Chamei uma pessoa mais experiente do que eu e que conhecia a mais tempo o menino. E então, peguei o elefante, que na hora eu não sabia que era o motivo daquilo tudo, e fiz uma brincadeira de mágica com ele: "zinzalabim apareça elefante pra mim".
No fim tudo deu certo e a criança conseguiu seu brinquedo.
- Carlos Eduardo
Eu penso que as mudanças que ocorreram na educação, principalmente com a implementação da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) foram e são fundamentais como forma de preparar o professor para situações como essa que você passou, Carlos Eduardo.
ResponderExcluirÉ fundamental cada vez mais ter um professor capacitado em sala de aula, principalmente na questão humanitária. Entender essa, ou melhor, essas necessidades individuais do aluno é de extrema importância para sua formação plena. Ter esse olhar crítico e humano constrói, sem dúvida alguma um cidadão melhor e mais preparado para o futuro.
Tenho certeza que sua atitude humana foi e será lembrada para sempre na vida dessa criança e com certeza ela crescerá com menos estigmas e menos (pre) conceitos.
Que você continue sendo exemplo de pessoas que devemos ser/seguir!
Parabéns!
- Gerbson Ferreira
Se sentir despreparado pra lidar com uma situação apresentada por um alunos é sempre estressante, principalmente quando o aluno é tão novo e sem absoluta culpa nenhuma por seu comportamento. É inspirador você ter buscado o mais seguro pra seu alunos ao respeitar seus boundries, enquanto reconhecia suas próprias limitações como profissional. Traz alívio de ler sobre professores que conseguem ver o ser humano no aluno como você fez nessa ocasião.
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ResponderExcluirE você como sempre salvando o dia, hein? Hahah!
ResponderExcluirBrincadeiras à parte, eu imagino o susto que deve ter sido ver a criança naquele estado, então admiro sua presença de espírito em se obrigar a manter a calma para evitar um problema maior. Chamar alguém mais experiente foi outra atitude certa, mostrando que você reconheceu que nem sempre é possível lidar com certas circunstâncias sozinho, o que já é mais do que muitos infelizmente fariam no seu lugar, a fim de preservar intacta sua independência e orgulho. Ter humildade e admitir que não somos capazes de tudo é o primeiro passo para fazermos bem uma tarefa, inclusive ensinar. No mais, achei muito adorável a história e a resolução dela, bem como sua conduta e carinho para com o aluno. Parabéns!
- Adamina Moura
Muito bem pensado! A improvisação vinculada á sensibilidade para com os estudantes é a fórmula do sucesso para resolver situações como esta. Parabéns!
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ResponderExcluirÉ inspirador ver que diante de uma situação adversa que exigiu decisões tão não habituais, você manteve a calma, procurou auxílio de alguém com mais experiência e conseguiu tomar uma atitude prudente, resolvendo a situação da melhor forma possível, acredito eu. Isso mostra que você está no caminho para a plena aptidão para atuar como educador. Aposto que algo similar, ou até mais inusitado pode acontecer conosco em algum momento, e quando acontecer comigo, vou lembrar de como você analisou com cuidado a situação para que pudesse agir da melhor forma.
ResponderExcluirmuito complicado mais você tirou de letra
ResponderExcluirERICA PALLOMA