Terceiro Caso - Por Natali de Jesus
Meu critical incident provém de um acontecimento gerado em meados de 2020, quando dava aulas de reforço para alunos de terceiro e segundo ano do fundamental de ensino público. Estávamos em um período aonde as escolas estavam fechadas, devido ao covid, o aprendizado era feito on-line com a ferramenta WhatsApp mensager. Tudo era muito novo, e sentia que aquilo impactava diretamente no foco e atenção das crianças. As aulas eram pré gravadas, normalmente duravam em torno de 3 a 5 minutos, então ao chegar ao local combinado, acompanhava junto com os alunos e logo após aplicava reforço nas atividades.
Quando disse anteriormente que tudo era muito novo, talvez para as crianças aquele modelo não era levado com seriedade, pois se distanciava demais do ensino em sala de aula. Talvez eu como tutora adulta, qual entendia melhor o contexto em caos do mundo aquele momento, fosse mais empática com as crianças. Havia muita leitura de livros didáticos, e as crianças simplesmente não levavam com seriedade como uma leitura feita em conjunto com os colegas na sala de aula. Se eu aplicasse um modo de leitura mais dinâmico, com pausas, com interação entre eles, talvez não houvesse tanto estresse da minha parte quando as crianças paravam a leitura e não queriam mais continuar.
Acredito que trabalhar o conhecimento do aluno de forma remota é uma ação extremamente complicada, ainda mais quando se trata de um público mais jovem. Fazer uma criança optar por assistir uma aula pré-gravada ao invés de fugir para alguma outra rede social que provenha entretenimento é uma tarefa difícil, mas tendo o seu público-alvo definido, você pode focar suas pesquisas em métodos de abordagem que despertem mais a atenção do estudante, como você disse, talvez utilizando leituras dinâmicas intercaladas com momentos de interação. As opções são inúmeras, assim como as chances de que elas deem certo ou errado, e cabe a nós avaliá-las e aperfeiçoá-las para que sejam aplicadas da melhor maneira.
ResponderExcluirSe já é difícil ensinar crianças, devido ao emocional frágil, à dependência extrema dos adultos e à dificuldade de prestar atenção e manter o foco, durante a pandemia esse desafio se tornou ainda mais complexo. Mesmo tendo sido professora de reforço de apenas três crianças, posso dizer que conheço um pouco dessa dificuldade e dos malabarismos que temos que fazer pra tornar aquele momento interessante para o aluno, e principalmente a frustração que sentimos ao perceber que não alcançamos os resultados desejados. Portanto, não se culpe, é algo complicado e você fez o que podia, e não tinha experiência ou o conhecimento necessário para lidar com o ensino infantil - e quem te contratou também sabia disso. Agora que você está estudando para desenvolver essa capacidade, acredito que essa situação vivida por você pode servir de experiência para usar no futuro, pois você já tem uma noção a partir disso do que fazer ou não num ambiente com alunos dessa faixa etária. Tudo é aprendizado!
ResponderExcluir- Adamina Moura